O setor turístico português registou, em maio, 3,2 milhões de hóspedes e 7,8 milhões de dormidas, um aumento homólogo de 2,6% e 1,3%, respetivamente, segundo dados do INE divulgados esta segunda-feira. Portugal é, assim, o sétimo país com mais reservas na Europa, sendo que as receitas totais do turismo cresceram 8,7% face a maio de 2024, atingindo 717 milhões de euros.
Apesar do bom desempenho geral, as dormidas de não residentes mostram uma ligeira diminuição de 0,2%, totalizando 5,8 milhões. O crescimento do setor deveu-se ao aumento das dormidas de residentes que subiram 5,9% para dois milhões.
Entre os dez principais mercados emissores, que representaram 75,8% do total de dormidas de não residentes, o mercado britânico manteve a liderança (19,4% do total), com um crescimento de 1,2% face ao ano anterior.
Os Estados Unidos destacaram-se na terceira posição, com uma quota de 10,8% e um notável crescimento de 6% nas dormidas, confirmando o crescente interesse dos turistas norte-americanos por Portugal. Já o mercado alemão, o segundo maior (10,9% do total), registou um decréscimo de 7,7%.
No grupo dos dez maiores, também se observaram crescimentos no mercado italiano (+5,6%) e canadiano (+4,2%). No entanto, o mercado brasileiro registou uma quebra significativa de 11,6%.
No que toca às regiões, o Norte (+6,6%) e o Centro (+5,6%) registaram os maiores aumentos nas dormidas em maio. Em contraste, o Algarve (-3,1%) e a Grande Lisboa (-0,7%) apresentaram decréscimos. O Algarve concentrou 25,8% do total de dormidas, seguido pela Grande Lisboa (24,1%).
A estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico foi de 2,44 noites, uma ligeira diminuição de 1,3% face a maio de 2024. A Madeira (4,35 noites) e o Algarve (3,68 noites) continuam a ser as regiões com estadias mais longas, enquanto o Centro (1,62 noites) e o Oeste e Vale do Tejo (1,69 noites) registaram as mais curtas.
A taxa líquida de ocupação-cama desceu 0,5 pontos percentuais para 52,3%, mas a taxa líquida de ocupação-quarto cresceu 0,5 pontos percentuais, atingindo 64,7%. Os rendimentos médios por quarto também aumentaram: o RevPAR (rendimento médio por quarto disponível) subiu 6,7% para 83,4 euros, e o ADR (rendimento médio por quarto ocupado) cresceu 5,8% para 128,9 euros.



