A morte do internacional português Diogo Jota, de 28 anos, e do irmão André Silva, também futebolista, de 25, provocou uma onda de choque no universo desportivo e não só, com as mensagens de pesar a multiplicarem-se desde que foi conhecida a tragédia, que aconteceu esta quinta-feira de madrugada, numa autoestrada em Zamora, Espanha.
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já lamentou a morte “trágica e prematura” do internacional português e do seu irmão, considerando que é “uma perda que a todos os portugueses consternou”.
Numa nota no site da Presidência, Marcelo refere que Diogo Jota “representou ao mais alto nível o futebol português”, tendo iniciado a sua carreira “nas camadas jovens do Gondomar, a que se seguiu o Paços de Ferreira e o Futebol Clube do Porto” e que “em Inglaterra esteve ao serviço do Wolverhampton e atualmente no Liverpool onde se destacou internacionalmente”.
“Pela Seleção Nacional de Futebol também demonstrou um elevado profissionalismo e dedicação, inserido numa geração que tem levado o futebol português ao mais alto nível”, refere o Presidente da República.
Também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, emitiu uma mensagem de pesar pela notícia “inesperada e trágica”, considerando que se trata de um “um dia triste para o futebol e para o desporto nacional e internacional”.
“A notícia da morte de Diogo Jota, um atleta que muito honrou o nome de Portugal, e do seu irmão é inesperada e trágica. Deixo aos familiares as mais sentidas condolências. É um dia triste para o futebol e para o desporto nacional e internacional”, escreveu Luís Montenegro, numa publicação na rede social X.
Também nas redes sociais, o presidente da FPF, Pedro Proença, escreveu que “a Federação Portuguesa de Futebol e todo o Futebol português estão completamente devastados com a morte de Diogo Jota e do seu irmão André Silva, esta madrugada, em Espanha”.
“Muito mais do que o fantástico jogador, com quase 50 internacionalizações pela Seleção Nacional A, Diogo Jota era uma extraordinária pessoa, respeitado por todos os colegas e adversários, alguém com uma alegria contagiante e referência na própria comunidade”, refere.
Pedro Proença apresenta, em nome pessoal e da FPF, as “mais sentidas condolências à família e aos amigos de Diogo e de André Silva, assim como ao Liverpool FC e FC Penafiel, os clubes onde, respetivamente, alinhavam os jogadores”.
“A Federação Portuguesa de Futebol já solicitou à UEFA um minuto de silêncio, esta quinta-feira, antes da partida da nossa Seleção com a Espanha, no Europeu feminino. Perdemos dois campeões. O desaparecimento de Diogo e de André Silva representam perdas irreparáveis para o Futebol Português e tudo faremos para, diariamente, honrar o seu legado”, conclui.
Vários clubes nacionais e internacionais estão também a utilizar as redes sociais para manifestar o seu pesar pelo trágico desaparecimento dos dois jovens jogadores, de 28 e 25 anos.



