O ativista ambiental Carlos Manuel Dobreira denunciou à Direção Geral de Saúde (DGS) o cenário de «perigo para a saúde pública» que, esta quinta-feira de manhã, encontrou nas freguesias de Gême, Pico de Regalados, Prado (S. Miguel) e Soutelo, todas no concelho de Vila Verde. Fala em «uma imundície indescritível».
Na denúncia, a que O Vilaverdense/PressMinho teve acesso, o ativista especifica, em pormenor, o panorama com que se deparou em cada uma das quatro freguesias.
No Parque Industrial de Gême, frente à empresa LactiMercados, deu conta, além «cheiros nauseabundos» de «líquidos viscosos e resíduos dispersos em passeio e via rodoviária» e, num terreno próximo, «sacos de lixo abertos por animais famintos».
Na zona escolar de Pico de Regalados e Prado (S.Miguel), para além dos cheiros nauseabundos em ecopontos, contentores e passeios, encontrou «uma quantidade inusitada de resíduos em sarjetas, passeios e via rodoviária».
Menciona ainda o facto dos ecopontos localizados a poucos metros da Unidade de Saúde Familiar de Pico de Regalados e de estabelecimentos de ensino (JI e EB 2 3 Elísio Araújo) não estarem cheios.
Também na Avenida de São Miguel, em Prado (São Miguel), Dobreira encontrou «resíduos dispersos, artigos sanitários, gatos e insetos», sem que «vislumbrem contentores em zona com restaurantes, pastelarias e talho, entre outros serviços».
«Os cheiros nauseabundos podem ser sentidos, por exemplo, em taberna e pastelaria ali existentes», aponta.
Já na rua do Couto, em Soutelo, verificou «uma imundície indescritível» de resíduos em particular num passeio e terreno particular localizados em zona habitacional. Também aí não se viam nas imediações ecopontos e contentores.
«Os cenários mencionados constituem um perigo para a saúde pública e revelam falta de civismo, falhas graves na separação de resíduos e na política de educação ambiental do concelho de Vila Verde», escreve na denuncia à DGS, com conhecimento da ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias e Associação Limpeza Urbana.
CÂMARA ESCLARECE: «Vai ficar normalizado e melhorado dentro de dias»
Depois da empresa Luságua (nova concessionária) ter promovido um esclarecimento durante o dia de ontem, instada a comentar a ‘onda de insatisfação’ que se está a gerar, fonte da autarquia refere que «infelizmente, são situações normais decorrentes da passagem de testemunho para uma nova empresa. Todas as equipas foram substituídas e a empresa está a realizar acertos nos circuitos e nas passagens. Inclusive, já foram reforçados os meios e estão a conhecer melhor o terreno. É um concelho extenso. Para perceberem o esforço que está a ser feito, estão a ser depositados na Braval cerca de 60 toneladas /dia, mais cerca de 10 toneladas que o normal, para recuperar os circuitos ‘perdidos’ com a transição».
Alerta, contudo, a população que «os dias e horários foram alterados, pelo que quem estava a depositar a uma terça-feira, por exemplo, terá que passar a fazê-lo noutros dias. São acertos desse tipo que estão articulados com as juntas e que estão a ser passados à população, por ruas, lugares e locais».
A mesma fonte garante que «a população pode ficar tranquila que, mais uns dias, e os acertos vão estar a funcionar, para bem de todos». Aliás, salienta que «o novo contrato de concessão vai reforçar os circuitos, o número de passagens e permitirá uma recolha mais eficiente. O circuito noturno diário foi alargado para 5 freguesias, a grande maioria das freguesias com 2 recolhas passam a ter 3 e todas as que tinham 1 recolha semanal passarão a ter duas».
Para a autarquia, «é uma questão de tempo para pôr o processo afinado e a funcionar». Até lá, pede «paciência e compreensão». E garante: «vão notar que o serviço contratado vai acrescentar melhorias significativas».























