«Precisamos de ajuda, precisamos de meios aéreos!». Este é o apelo do presidente da câmara municipal da Ponte da Barca perante o forte agravamento do incêndio do Lindoso, que já mobiliza perto de 100 operacionais e oito meios aéreos e três dezenas de meios terrestres.
«Já falei com o Secretário de Estado e peço insistentemente que enviem meios aéreos, pois são zonas de difícil acesso e onde se registam várias projeções em simultâneo», apela Augusto Marinho, numa entrevista em direto, há instantes, à CNN Portugal.
O incêndio que lavra desde as 22.47 horas de sábado no lugar de Parada, em Lindoso, Ponte da Barca, estende-se numa área mais extensa de mato, floresta e campos agrícolas, com cerca de 40 hectares. Ameaça saltar o rio Lima, para a freguesia de Soajo.
Os bombeiros evitam que o fogo alastre a zonas com aglomerados habitacionais na outra margem do rio.
MAIS HABITAÇÕES EM RISCO
«Precisamos de mais meios. Este terreno é acidentado e são necessários mais meios aéreos, urgentemente porque o combate apeado é muito difícil», salientou em declarações à Agência Lusa, referindo que «durante a tarde foram solicitados mais meios aéreos, mas sem resultado».
«Só quando fogo começou a aproximar-se das casas é chegaram», acrescentou.
Augusto Marinho referiu que o «a Estrada Nacional (EN) 203 está cortada e que o fogo está à porta das casas», estando a ser ponderada «a retirada das pessoas das suas habitações».
«O fumo é intenso e não consigo entrar no lugar de Parada [Parque Nacional da Peneda-Gerês]. Lanço um apelo para que venham mais meios aéreos socorrer as populações de Parada, no Lindoso», frisou.
Augusto Marinho indicou que o fogo, que deflagrou às 22h47 de sábado, chegou «a estar mais controlo, mas de um momento para o outro, com o vento e a dificuldade do terreno descontrolou-se».
«Este é o momento de combater o fogo, mas depois não se pode adiar uma reflexão sobre os horários em que deflagram os incêndios florestais e a intensidade que atingem», disse.
De acordo com a página oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 18h00 estavam empenhados no combate às chamas oito helicópteros, 92 operacionais e 25 viaturas.
ALTO-MINHO EM ALERTA
O Alto-Minho é a zona do País mais atingida por incêndios, desde Ponte da Barca, a Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e Monção, que mobilizam mais de duas centenas de bombeiros e meia centena de meios terrestres, além de uma dezena de meios aéreos.



