Portugal admite reconhecer o Estado da Palestina numa declaração conjunta assinada por 15 países no final da conferência internacional para a implementação da solução de dois Estados, que decorreu esta semana na ONU, em Nova Iorque.
“Antes da reunião dos chefes de Estado e de Governo que terá lugar durante a semana de alto nível da 80.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2025, (…) já reconhecemos, expressámos ou expressamos a vontade ou a consideração positiva dos nossos países em reconhecer o Estado da Palestina, como um passo essencial para a solução de dois Estados”, lê-se na declaração conjunta, subscrita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros português, no final da conferência, que terminou na terça-feira, em Nova Iorque.
A declaração inclui a assinatura dos chefes da diplomacia de 12 países europeus, e ainda do Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
Portugal é um dos países europeus que admite reconhecer o Estado da Palestina, ao lado de Andorra, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Noruega, San Marino, Eslovénia e Espanha.
No caso de Espanha, Irlanda, Noruega e Eslovénia, estes países já reconhecem o Estado palestiniano desde o ano passado. França, por sua vez, já tinha anunciado na última semana que iria reconhecer o Estado da Palestina na Assembleia Geral da ONU, em setembro próximo.
Na terça-feira, foi a vez do Reino Unido anunciar que poderia reconhecer o Estado da Palestina em setembro, a não ser que o Governo israelita tome “medidas substanciais para acabar com a terrível situação em Gaza”.
“Convidamos todos os países que ainda não o fizeram a aderir a este apelo” sobre o reconhecimento do Estado da Palestina, exortam os ministros na declaração conjunta.
Os 15 países afirmam-se determinados em “trabalhar numa arquitetura para o ‘dia seguinte’ em Gaza que garanta a reconstrução de Gaza, o desarmamento do Hamas e a sua exclusão da governação palestiniana”.
Os ministros condenam o “hediondo ataque terrorista antissemita de 7 de outubro de 2023”, perpetrado pelo movimento islamita palestiniano em território israelita, que causou cerca de 1.200 mortos e perto de 250 reféns – dos quais cerca de 50, incluindo 20 vivos, permanecem detidos no enclave palestiniano.
“Exigimos um cessar-fogo imediato, a libertação imediata e incondicional de todos os reféns do Hamas, incluindo os restos mortais, bem como a garantia de acesso humanitário sem obstáculos”, reclamam.
Com RTP



