Opinião de Salvador Sousa.
Vou interromper o tema de 104 crónicas que publiquei no Diário do Minho e que estou a republicar neste jornal sobre a devoção a Nossa Senhora ao longo da história, mesmo antes da nossa nacionalidade. Poucas faltam, a próxima já vai ser a nonagésima sétima, mas irei até ao final. Quem não gostar que vire de página. Para aqueles que me têm dado força para continuar, alguns, até me dizem que as estão a colecionar. Nada é repetido, nem inventado, mas fruto da investigação que fiz e que tenho muito gosto e, sobretudo fé, em falar sobre Nossa Senhora, a Padroeira de Portugal.
Esta crónica que vou iniciar, como já disse, foi inspirada numa pessoa que, escondida atrás da cortina, me aconselhou a evitar um tema que mais gosto e que nada é inventado, é fruto de factos históricos contados por pessoas do clero, mas, sobretudo, por catedráticos leigos da Universidade de Coimbra que, nos anos cinquenta do século passado, publicaram uma grande obra, com três volumes volumosos “Fátima Altar do Mundo,” além de outras investigações que fiz.
Fazer verdadeira política não é tentar coartar a liberdade dos outros, mas saber respeitar o que cada um pensa em dar a conhecer factos ou opinar sobre as pessoas que bem entende.
Fazer política construtiva é defender cada um o seu partido, falando do seu programa, das suas ideias a implementar e nunca virar as costas, por vezes, a amigos de longa data, pois isso são atitudes que a civilidade não insere nos seus conteúdos ou na sua essência.
Fazer política é respeitar a religião de cada um, as suas ideologias sem ferir o próximo.
Fazer política é saber criticar, construtivamente, para bem da sociedade, pois falhas todos nós temos e, por vezes, uma observação feita com fundamento e com bases verídicas ajudam a elevarmos o nosso ser e a terra em que vivemos.
Fazer política é expressar as suas ideias e jamais virar as costas aos amigos ou mesmo conhecidos por termos ideais diferentes. Já temos democracia há mais de 50 anos e já é tempo de aprendermos a lidar com ela.
Para mim ser oposição não é pensar que os nossos objetivos é que são os melhores e os dos outros estão já fora de prazo, mas sim ter o direito de expor o que achar melhor para o concelho sem falarmos em conservadorismos, porque ninguém pode afirmar que as suas ideias são as mais evoluídas e as mais atuais.
Quem está no poder tem o direito de executar o seu programa e os da oposição estarem atentos ao seu cumprimento e ao bem ou ao mal que a sua terra está a ter e, após uma análise bem feita, vamos concluir se vale a pena continuar com aqueles que nos governam.
A minha conclusão em relação a tudo aquilo que disse, é a seguinte, dentro da minha opinião e da grande maioria dos vilaverdenses que ouço constantemente:
Estamos no bom caminho. Esta Câmara e outras anteriores, dentro desta linha partidária, têm servido excelentemente o nosso concelho. É certo que há sempre muito a fazer, mas sempre têm lutado para que essas necessidades sejam colmatadas, não parando de fazer progrefir o nosso concelho. A Dra. Júlia, nossa Presidente da Câmara de Vila Verde, tem sido incansável em todos esses âmbitos, dando, como exemplo, a variante que há anos aguardamos a sua execução, mas este Governo, parece já ter dado ouvidos às pretensões tão desejadas por todos nós.
Eu admiro a nossa Presidente da Câmara pelo zelo e pelo querer sempre mais na valorização do nosso tão amável concelho. É uma pessoa omnipresente, atenta e responsável quando qualquer Presidente de Junta, membros das instituições, munícipes em geral que dela se abeiram ou qualquer outra pessoa que necessite de solucionar qualquer problema. Por vezes, já tenho comentado: como é possível aparecer, praticamente, em todos os eventos, desdobrando-se de uma maneira que, para mim, não tem sido nada fácil? Mas isto desde o início do seu mandato. Os seus colegas vereadores, quase sempre a acompanham ou a substituem quando a sua presença é mesmo impossível.
Com isto, não estou a ofender seja quem for, mas constatar factos que só não vê quem não quer. Na Política devemos ser construtivos e. ao mesmo tempo, acolher ideias relevantes e proveitosas que venham de qualquer partido.
Deixemos governar quem está, sem margens para dúvidas, a lutar pelos interesses de uma terra. “Quem tem olhos que veja…”



