São presença quase incontornável em qualquer festa minhota. Passam o Verão de terra em terra. O dia é preenchido numa espécie de ‘romaria de casa em casa’, a anunciar a festa e a recolher alguns donativos.
Chegaram, como combinado, às 08h00 deste sábado ao largo da capela de São Bento e Santo André, em Moure, Vila Verde. No local, havia sinais de uma noite longa.
Ali, naquele momento, “meia dúzia” de festeiros (carregados de sono e com sinais de cansaço), um homem com um soprador a limpar o terreiro, a “Miquinhas”, figura inconfundível da terra, com um balde de água a tratar das limpezas, e o “Nuno Toca” (“pau para toda a obra”) sempre na linha da frente, pronto para acompanhar o grupo de gaiteiros.
Enquanto os Zés P’reiras de Pedregais se iam posicionando, já alguns elementos iam cantarolando, talvez para afinar a garganta.
Facilmente se percebe estarmos na presença de gente da borga.
Sem perder tempo, começaram a tocar, deram a volta à capela e subiram para a carrinha que os transportará, ao longo do dia, pelos imensos caminhos da freguesia de Moure, tocando de porta em porta.
Tradições dos nossos antepassados, das quais Moure não abdica, de forma alguma.
Por Emílio Costa (CO 1179)





























