O Governo decidiu prolongar a situação de alerta até ao próximo dia 17, domingo, anuncia a ministra da Administração Interna, em conferência de imprensa.
Deste modo, mantêm-se todas as proibições e restrições já em vigor até às 23h59 de domingo, devido à persistência de condições meteorológicas extremas e ao elevado risco de incêndio.
O anúncio foi feito esta quinta-feira pela ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que sublinhou que «a adversidade não dá sinais de nos largar» e que, por isso, o Executivo optou por estender a medida.
Segundo a governante, Portugal enfrenta há «22 dias consecutivos» uma onda de calor «extraordinária» e «ininterrupta», responsável pelo agravamento do risco de incêndios e pelo surgimento de fogos de grande dimensão.
Maria Lúcia Amaral classificou a situação como «uma calamidade nacional», deixando um agradecimento público «à perseverança» de todos os que estão no terreno a combater as chamas, referindo os bombeiros e as autoridades nacionais.
CRÍTICAS DOS AUTARCAS
Questionada sobre os apelos e as críticas dos autarcas, que têm lamentado a falta de meios no terreno, a ministra responde que esses apelos são «mais do que compreensíveis», tendo em conta o sentimento de «impotência e aflição» perante as chamas.
«Neste momento temos o maior dispositivo de sempre no terreno. Sobre os Canadair, houve dois que ficaram momentaneamente inoperacionais. Soube-se esta tarde que estavam novamente no ar. Temos mais dois que foram emprestados por Marrocos, ao abrigo de um acordo bilateral, portanto neste momento, que é um momento de unir esforços, de reagir, nós estamos a reagir com todos os meios disponíveis», sublinha.
em atualização



