O centro de acolhimento de menores refugiados que a Cruz Vermelha geria na Vila de Prado, em Vila Verde, fechou na última semana. A estrutura dava resposta a 12 jovens que chegaram à Europa nos últimos anos sem acompanhamento familiar.
Este centro foi implementado em 2020, tendo desde então acolhido 48 jovens em situação de fragilidade, num edifício da paróquia de Prado, que o havia cedido à Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa.
Segundo o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), o encerramento da resposta “decorre de uma decisão da entidade gestora [Cruz Vermelha], consubstanciada na denúncia do contrato de arrendamento do imóvel onde funciona e na não identificação em tempo útil de novo imóvel compatível com os requisitos legais aplicáveis”.
“Face à iminente cessação do contrato de arrendamento e confrontada com a inexistência em tempo útil de uma alternativa habitacional que reunisse os requisitos legais aplicáveis”, a Cruz Vermelha comunicou à Segurança Social que “não teria capacidade para manter o acordo em vigor para a referida resposta social”.
Para os jovens em acolhimento nesta resposta social (beneficiários de medidas de promoção e proteção no âmbito do sistema de proteção português), que viviam em Prado, “foram identificadas soluções” dentro do sistema de acolhimento existente.
O encerramento da resposta foi igualmente confirmado pela direção nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, que adiantou que “foi antecipado em três meses o término do acordo estabelecido com o MTSSS, no qual se integra o Centro de Acolhimento Especializado para Menores Estrangeiros não Acompanhados (CAEMENA), em Prado, que, assim, termina no final de agosto e não no final do ano de 2025”.
“Esta situação deve-se à não renovação de contrato de arrendamento do imóvel onde estava implementado o CAEMENA, bem como pela impossibilidade de ser encontrada uma solução alternativa”, explicou a Cruz Vermelha.



