Num país democrático e com liberdade de expressão máxima, todos podemos opinar acerca de qualquer tema. É legítimo e válida cada opinião.
Acerca dos incêndios, a experiência de terreno e o contacto constante com situações reais, permitem constatar que tudo vai mal mas, não como se diz nem como os malabarismos políticos nos querem fazer crer.
O cenário exige uma intervenção mais aprofundada.
No Portugal rural, nas nossas aldeias, temos inúmeras situações de perigo real. A questão pertinente, é como resolver ?
Temos terrenos, ruínas outrora habitações, transformadas em verdadeiras florestas. Temos zonas privadas que carecem de limpeza.
A floresta e montes, talvez até nem sejam o verdadeiro problema.
Agilizar um processo rápido de intervenção, identificação dos proprietários e limpeza do local, não se afigura fácil.
Demasiada burocracia, muitos impedimentos e uma parca capacidade de resposta comprometem qualquer plano de acção.
Uma coisa é certa, sem uma estratégia de resolução, estamos perante um flagelo em expansão.
Por Bruno Rodrigues – Bancário



