É dia de romaria em Sabariz, Vila Verde, para provar aqueles que são (certamente) os melhores caldos do pote do mundo. Este sábado são servidos mais de dois mil litros de sopas tradicionais, num total de 26 caldos diferentes, feitos em potes de ferro sobre fogueiras a lenha.
A organização estima a presença de mais de duas mil pessoas, provenientes de vários pontos da região e do país. Ao todo, mais de 70 voluntários juntam-se ao ambiente de festa popular, para acolher e servir todos os convidados a saborear o resultado de receitas à moda antiga, sempre com atenções centradas nos produtos da terra, dos legumes e da batata ao feijão. «Este trabalho de preparação começou há já algum tempo, com a recolha de potes, malgas, colheres e toda a logística, mas esta semana foi dura para preparar os condimentos para os caldos», relata Mário Fernandes, um dos responsáveis pela organização.
AFesta inclui os caldos verde, da pedra e de feijão verde, da aldeia, à lavrador, à camponesa e até de bacalhau. Acresce o caldo de lentilhas. Este ano, há ainda a novidade do caldo de migas com feijão.
Um pote com capacidade para 150 litros é uma das novidades desta edição. O pote foi adquirido no comércio de antiguidades e está referenciado como tendo sido usado pelo exército suíço em campanhas.
Junta-se aos cerca de 30 potes, com capacidade para 30 a 100 litros, que se perfilam ao longo do recinto da sede da Junta de Sabariz.
Ao longo da tarde, os caldos foram preparados ao ar livre, «sem varinhas mágicas, nem enlatados» – como refere a organização.
Confecionados por homens e mulheres de diferentes atividades profissionais, com produtos da agricultura local, os caldos congregam uma enorme multiplicidade de sabores. Couves, repolho, nabos, nabiças e os mais variados feijões, sem esquecer as boas carnes campestres, fazem parte do leque de ingredientes para a confeção dos diferentes caldos, que incluem ainda a farinha e também a batata esmagada à colher.
Depois, há que aguentar com o calor dos caldos a ferver, o fumo da lenha que os aquece e uma agitação enorme «sem mãos a medir».
O ringue enche-se de pessoas que vão tentando empurrar mais um caldo diferente, pois a maratona é longa e a tarefa de provar todos «impossível».
A acompanhar a prova, há sempre a broa e pataniscas e/ou bifanas, antes das pessoas serem convidadas a provar dos 26 caldos diferentes.
É noite da festa dos saberes e sabores com tradição.






















































































































