O livro “Cultura(s) em Negativo – Mitos Negros, Antis e Mudanças Sociais”, coordenado pelos professores Micaela Ramon (Universidade do Minho) e José Eduardo Franco (Universidade Aberta), vai ser apresentado esta terça-feira, dia 23 de setembro, às 17h00, no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Os comentários à obra ficam a cargo de Guilherme d’Oliveira Martins, administrador executivo da Fundação Gulbenkian. A entrada é livre.
Neste livro coletivo procura-se observar a cultura portuguesa e europeia a partir de posições discordantes, dando um contributo relevante para a análise e a compreensão histórica, cultural e ideológica dos conflitos e tensões existentes entre grupos, classes, etnias, géneros, religiões e movimentos, entre outros.
Com uma propaganda mais ou menos intensiva, movimentos e grupos em oposição procuraram ao longo do tempo demonizar o “outro”, provocando fraturas na sociedade e na cultura, as quais são fundamentais para compreender as derivas históricas e algumas questões que estão hoje no centro de debates acesos.
A publicação, editada pela Húmus e apoiada pela Gulbenkian, nasceu de um congresso internacional homónimo promovido pelo Centro de Estudos Humanísticos e pela Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas da UMinho.
O livro conta com os contributos de Alberto Vieira, Ana Cristina Trindade, Ana Paula Monteiro, António Andrade Moniz, Artur Manso, Carlos Fiolhais, Edgard Leite, Fabrice D’Almeida, Fernando de Moraes Gebra, Inna Biei, Jean Pierre Chauvin, Jefferson de Almeida Pinto, João Peixe, João Ribeiro Mendes, José Eduardo Franco, Lilian Jacoto, Luís Machado de Abreu, Marcelo G. Oliveira, Maria Aline Ferreira, Miguel Real, Orlando Grossegesse, Paulo Alexandre e Castro, Pierre Antoine Fabre, Ricardo Borrmann, Rosa Fina, Rui Gonçalo Maia Rego, Tânia Libório, Tiago Cerejeira Fontes e Valérie Devillard.
A sessão na Gulbenkian prevê ainda a apresentação do livro “Quando a Cultura fala mais alto: um exemplo que nos inspira”, organizado por Maria Manuel Baptista e José Eduardo Franco. Trata-se de uma homenagem ao professor de estudos culturais Luís Machado de Abreu e inclui testemunhos de académicos, estudantes e amigos.



