Com «grandes enchentes» nas noites e madrugadas de sexta-feira e sábado, uma forte adesão aos momentos «mais emblemáticos» do programa e o crescimento do volume de negócios dos expositores presentes, a 33ª edição da Feira-Mostra de Produtos Regionais de Vila Verde, a Festa das Colheitas de 2025, «foi, seguramente, uma das maiores de sempre», assegura Júlia Fernandes.
A presidente da câmara municipal de Vila Verde lembra que «o tempo ajudou e nem a chuva que se fez sentir no último dia retirou brilho e projeção ao evento», em declarações ao jornal ‘O Vilaverdense’ / Rádio Voz do Neiva (98.7fm), em jeito de balanço provisório.
«Foram cinco dias de afirmação do que é mais genuíno, mais intrínseco, a marca da ruralidade e da cultura popular de que Vila Verde tanto se orgulha», refere.
Na sua ótica, «este é o evento que envolve todos, dos mais novos aos mais velhos, do concelho e de vários pontos da região, do país, da Galiza. E até há um número muito elevado de emigrantes que marcam estes dias para virem vivenciar a festa de perto».
Para a autarca, «Vila Verde deve sentir-se orgulhosa das suas raízes e do trabalho que tem sido feito para valorizar esse legado. De Agosto a Novembro, tendo como ponto alto esta Festa das Colheitas, as juntas de freguesias, os ranchos, as coletividades e muitas voluntários envolvem-se para dar expressão a este património único, riquíssimo e irrepetível. É na força das nossa raízes que assentamos a construção de um concelho moderno, que sabe conciliar tradição e modernidade».
CÂMARA EQUACIONA CRESCIMENTO E REORGANIZAÇÃO DO CERTAME
Face às manifestações de intenção cada vez maiores de interessados em expor e participar na Festa das Colheitas e ao número crescente de visitantes, que têm transformado o evento numa «autêntica romaria de saberes e sabores tradicionais», a câmara municipal de Vila Verde pondera aumentar a área de exposição e feira-mostra, admitindo «alterações pontuais de melhoria».
«Parece-me que o espaço é ótimo, tem uma área e localização muito boas, mas é possível ponderar o aumento da área de exposição que permita responder aos pedidos cada vez maiores de coletividades, empresas, artesãos e produtores. Vamos analisar e avaliar como fazê-lo», revela a autarca.
Júlia Fernandes não tem dúvidas de que «é um evento apetecível e uma marca muito forte na região, no país e junto das comunidades espalhadas pelo mundo. Não queremos alterar o formato e a raiz do programa, mas teremos que ponderar alguns aspetos que permitam crescer de forma sustentada».
Para já, ao cair o pano da edição de 2025, a autarca deixa, mais uma vez, «um especial agradecimento aos vilaverdenses, pelo envolvimento (dos funcionários municipais, juntas de freguesia, igreja, coletividades, empresas e muitas instituições públicas e privadas), pela forma como sabem acolher e pelo esmero e rigor naquilo em que se envolvem. Também uma palavra muito sentida para aqueles que nos visitam, pela alegria e pela forma tão agradável como se integram. Esta é a festa popular por excelência, de todos e para todos, e isso sente-se em todos os momentos do programa».

































































