A nova escola industrial inaugurada esta segunda-feira em Soutelo, no concelho de Vila Verde, pretende resgatar a tradição das antigas escolas industriais e comerciais e garantir uma maior ligação entre o ensino, a indústria e o tecido empresarial.
O projeto é dinamizado pelo dstgroup, em colaboração com o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) e a Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), ocupando um edifício junto ao polo de Vila Verde do IPCA, criando um “campus do pensamento industrial e digital”.
No discurso durante a cerimónia de inauguração, que contou com a presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, o presidente do dstgroup, José Teixeira, disse que este projeto formativo pretende criar uma sinergia entre o ensino profissional, o ensino superior e o setor empresarial, criando um verdadeiro ecossistema de conhecimento, inovação e empregabilidade.
“A escola servirá para resgatar as antigas oficinas”, destacou José Teixeira, sublinhando que, a partir da tradição das antigas escolas industriais e comerciais dos anos 1980, esta nova estrutura permitirá dar resposta às exigências atuais do mercado de trabalho.
Esta escola é já um espaço formativo homologado pela DGEstE, com cursos profissionais e de especialização tecnológica para alunos do 9.º ano e para diplomados do 12.º ano, em áreas estratégicas para a indústria, como energia, eletricidade, climatização e manutenção.
Para José Teixeira, a educação é a “primeira porta para combater a pobreza” e “diminuir desigualdades”, o que permitirá contribuir para “industrializar o país”, que precisa de “aumentar a produtividade, diminuir o tempo de trabalho e aumentar os rendimentos” dos trabalhadores.
As palavras foram sublinhadas pelo diretor-geral da EPATV, João Luís Nogueira, e pela presidente do IPCA, Maria José Fernandes, que destacaram a importância do projeto. “É uma iniciativa pioneira e única. Esta escola vai fazer-nos mais fortes e mais resilientes, contribuindo para o aumento da produção com trabalhadores competentes”, disse João Luís Nogueira.
Já Maria José Fernandes garantiu o objetivo de “alavancar estes cursos” e permitir que os alunos “sigam a sua formação, contribuindo para regiões mais felizes e mais fortes”.
APOSTA NA QUALIFICAÇÃO
A presidente da Câmara de Vila Verde, Júlia Fernandes, destacou igualmente que este projeto permitirá “tornar o território mais forte e resiliente graças a este trabalho em rede”. “Estamos a formar e a preparar futuros profissionais para o mercado de trabalho, mas também formar pessoas para as alterações climáticas e transição digital”, destacou a autarca, considerando que os alunos sairão “mais preparados para os desafios do amanhã”.
A qualificação profissional foi a tónica do discurso do ministro Fernando Alexandre, que disse que a “reforma do ensino profissional é uma das vias para se qualificarem”. “É necessário olhar para a frente ligando a oferta aos planos de desenvolvimento numa lógica supramunicipal”, sublinhou o governante, para quem é necessário que os jovens saiam com “competências para o mercado de trabalho”.
Para Fernando Alexandre, este espaço “tem que ser um ecossistema de inovação”.













