João Cotrim de Figueiredo apresentou a sua candidatura a presidente da República. Num discurso no CCB, em Lisboa, o antigo líder da Iniciativa Liberal e eurodeputado afirmou que «o caminho para Belém» está a começar e que vai «à segunda volta».
Cotrim Figueiredo assume que a sua candidatura parte atrás das restantes, mas não tem dúvidas de que vai a uma segunda volta.
«Quero construir um país preparado para o futuro. É urgente que os jovens sintam que podem viver em Portugal», afirmou.
Cotrim Figueiredo aproveitou o momento para deixar recados aos outros candidatos, realçando que não está preso a ideologias partidárias, a interesse instalados, nem organizações mais ou menos secretas. «Não tenho medo de enfrentar os poderosos da economia ou dos media. Esta candidatura será maior que o medo, esse grande ladrão da liberdade», sublinhou.
O candidato às eleições presidenciais deixou ainda uma mensagem para os jovens portugueses que olham para um futuro sem esperança no país. «É o maior falhanço que esta geração pode ter. É urgente que os jovens sintam que podem viver em Portugal, ter filhos em Portugal e sonhar em Portugal», concluiu.
A maioria dos apoiantes desta candidatura «não se reviam nos candidatos no terreno». Mas Cotrim de Figueiredo acredita que «agora reveem-se» e «têm em quem votar».
«Mas sei bem que parto atrás. Bem sei que há quem diga que esta candidatura é impossível, ou quem diga que já há muitas candidaturas», disse ainda, comentando que há quem o «subestime».
O candidato é claro: «Se há coisa que aprendi na vida é que, as coisas que os tristes do costume dizem que não dão, são exatamente as coisas que vale a pena tentar fazer com que dê».
Nesse sentido, a primeira e principal mensagem que quis deixar aos portugueses é de que irá disputar a segunda volta das Presidenciais.
«VOU À SEGUNDA VOLTA»
Cotrim de Figueiredo apontou ainda que «há muitos», incluindo a comunicação social, que ainda não perceberam «a vaga de fundo que se está a gerar à volta desta candidatura», por estarem «presos à preguiça dos rótulos».
Apontou que «a preguiça de não querer ver é a forma mais triste de cegueira».
Para o candidato, «o caminho até ao Palácio de Belém começa oficialmente hoje», referindo que na segunda-feira de manhã irá entregar a candidatura no Tribunal Constitucional.



