Duas mortes, perto de 30 desalojados, inundações, queda de árvores e de estruturas. A depressão Cláudia, que está a atingir Portugal com chuva e vento forte, já provocou perto de 2 mil ocorrências.
A informação foi avançada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em comunicado.
As regiões mais afetadas foram a Península de Setúbal, com 498 ocorrências; a Grande Lisboa, com 184 ocorrências; e Lezíria do Tejo, com 151 ocorrências.
Entre as 14h00 de quarta-feira (12 de novembro) as 17h00 desta quinta-feira foram registadas:
- Inundações: 1111
- Queda de árvores: 311
- Limpeza de vias: 190
- Queda de estruturas: 130
- Movimentos de massa: 121
- Salvamentos aquáticos: 6
- Salvamentos terrestres: 5
A inundação de uma habitação provocou a morte a um casal de idosos em Fernão Ferro, no concelho do Seixal, na última madrugada.
O temporal já provocou quase três dezenas de desalojados: 22 na freguesia da Amora, Seixal; cinco em Abrantes, Santarém; e um em Pombal, Leria, disse à Renascença fonte da Proteção Civil.
De norte a sul do país, estiveram empenhados nas operações um total de 5.721 operacionais, apoiados por 2.192 veículos.
O mau tempo vai continuar nos próximos dias, de acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
ANEPC DEIXA CONSELHOS À POPULAÇÃO
- Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais, removendo inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criar obstáculos ao livre escoamento das águas;
- Assegurar a fixação adequada de estruturas soltas, nomeadamente andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
- Ter especial cuidado na circulação e permanência em áreas arborizadas, devido à possibilidade de queda de ramos ou árvores provocada por ventos fortes;
- Adotar precauções na circulação junto à orla costeira e zonas ribeirinhas, particularmente nas áreas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a permanência nesses locais;
- Evitar atividades relacionadas com o mar, como pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, bem como o estacionamento de veículos junto à orla marítima;
- Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e prestando especial atenção à eventual formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
- Não atravessar zonas inundadas, prevenindo o risco de arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
- Retirar de zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e outros bens para locais seguros;
- Acompanhar permanentemente as informações meteorológicas e seguir as indicações da Proteção Civil e das Forças de Segurança.



