Portugal subiu três posições no Índice de Desempenho Climático revelado por diversas ONG internacionais na COP30 – Conferência do Clima no Brasil. Está agora em 12.º lugar neste estudo onde a associação ZERO faz a análise dos resultados nacionais.
Portugal ocupa a 12.ª posição, o que na prática corresponde ao 9.º lugar, uma vez que os três primeiros lugares não são ocupados, por decisão das organizações promotoras do Índice, que consideram que nenhum país está totalmente alinhado com o objetivo do Acordo de Paris de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C.
O índice baseia-se nos dados mais recentes fornecidos por várias entidades e na avaliação de peritos sobre o desempenho das políticas climáticas. São avaliadas quatro categorias: emissões de gases com efeito de estufa , energias renováveis, uso de energia e política climática.
“Colhemos os frutos de uma eletricidade que provém cada vez mais da energia eólica e solar, e não do que tínhamos antes, que era o carvão e o gás natural, ao contrário de outros países. Temos um excelente desempenho neste aspeto, também em termos de utilização da energia em diferentes setores, tendo feito progressos substanciais”, justifica Francisco Ferreira, presidente da ZERO.
Os resultados colocam Portugal está entre os países da primeira categoria (alto desempenho) sendo o 5.º melhor classificado entre os países da União Europeia. Acima de Portugal estão os Países Baixos, Luxemburgo, Lituânia e a Dinamarca, que lidera este índice.
“Se olharmos para a Europa Ocidental e para outros países onde as emissões per capita, têm sido muito mais significativas do que as de Portugal, estamos bem. Além disso, a resposta em termos de investimento em energias renováveis também não tem sido a que Portugal tem alcançado”, reconhece Francisco Ferreira. Portugal fica acima da média da União Europeia e de países como Espanha, França ou Alemanha.



