A proposta da construção da ligação ferroviária direta entre Braga e Guimarães apresentada pelo PCP, é votada na próxima semana, na Assembleia da República, informa esta quarta-feira a Direção da Organização Regional dos comunistas em Braga (DORBraga).
A proposta do PCP determina que durante o próximo ano sejam iniciados os procedimentos necessários para a sua concretização.
Há muito que o PCP entende que a criação de uma ligação ferroviária direta entre Braga e Guimarães permitiria “uma articulação muito maior e necessária entre estes concelhos”, revestindo-se, assim, de “indubitável importância”.
“A inexistência de tal ligação constitui um incompreensível absurdo ferroviário e demonstra a falta de planeamento estratégico para o transporte ferroviário no distrito de Braga”, sustenta o partido, criticando que “aquando da modernização recente nas duas linhas que servem Braga e Guimarães, nem tampouco se acautelou a localização das duas estações de modo a facilitar um futuro fecho da malha”.
Para os comunistas bracarenses, a falta de uma linha ferroviária direta entre os dois concelhos obriga a trocar de linha em Lousado, em Vila Nova de Famalicão, e ali apanhar o comboio que liga o Porto a Guimarães. Ora, “em média, a viagem ferroviária entre Braga e Guimarães demora uma hora e trinta e dois minutos”.
O PCP argumenta que a dinamização da economia “numa zona do país com uma densidade populacional elevada, um povoamento difuso e uma malha industrial constituída por muitas pequenas e médias empresas dispersas, reclama medidas de incentivo à utilização do transporte ferroviário”.
Por esta razão, o partido de Paulo Raimundo quer que “o Governo envide todos os esforços e disponibilizar os meios necessários para garantir o fecho da malha ferroviária no distrito de Braga”.
“A população da região estará certamente atenta ao resultado da votação desta proposta que acontecerá durante a próxima semana, na Assembleia da República”, conclui o comunicado da DORBraga.



