A Escola Secundária de Vila Verde celebrou Dia Mundial da Filosofia e escolheu pôr o foco num tema que anda na boca de muitos: a “Sociedade do Cansaço”, proposta pelo filósofo sul-coreano Byung-Chul Han.
O assunto não ficou apenas nas palavras. Professores e alunos circularam por várias atividades pensadas para desmontar, com alguma calma, a ideia de que hoje vivemos presos a metas, pressão constante e aquela sensação de que nunca chega.
Logo à entrada surgia uma pequena exposição de cartazes preparados pelos estudantes. Havia imagens que remetiam para a aceleração do dia a dia, frases sobre desgaste emocional e até sugestões para recuperar o silêncio, esse que costuma fugir entre aulas, notificações e trabalhos intermináveis.
Ao lado, na Sala do Aluno, um “Mural do Cansaço” foi ganhando cor ao longo da manhã. Uns deixaram desabafos curtos, outros escreveram episódios concretos das últimas semanas, quase como se o mural funcionasse também como lugar de pausa.
O 10.º ano entrou em cena com outra ideia: espalhou pensamentos filosóficos pelas portas das salas. Quem passava era obrigado a parar um pouco, ler, franzir o sobrolho e seguir caminho com mais perguntas do que respostas.
A intenção era mesmo essa, interromper o piloto automático que tantas vezes domina as rotinas.
No final, o Grupo de Filosofia fez questão de agradecer a quem se envolveu, dos docentes aos assistentes, lembrando que uma comunidade que pensa precisa sempre de muitas vozes.
O dia fechou com a sensação de que estas celebrações não servem só para enaltecer a Filosofia, mas também para lembrar que abrandar — nem que seja por um momento — pode ser um ato profundamente necessário.













