O cemitério de Alhos Vedros, na Moita, distrito de Setúbal, foi vandalizado e pelo menos quatro jazigos foram afetados. Há relatos de campas abertas, caixões partidos e cadáveres espalhados e até desmembrados.
Segundo o Jornal de Notícias, dez cadáveres serão agora encaminhados para o Instituto de Medicina Legal a fim de serem analisados e recolhidas provas sobre se foram de facto alvo de profanação.
O ato de vandalismo aconteceu na segunda-feira à noite e o alerta foi dado pelo pároco de Alhos Vedros na manhã desta terça-feira.
Em comunicado, o bispo de Setúbal, D. Américo Aguiar, manifestou “profunda tristeza” e “consternação” pela profanação de sepulturas no cemitério de Alhos Vedros, classificando o ocorrido como um “gesto sacrílego” que atenta contra a dignidade humana.
Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, o cardeal revelou que visitou o local e ali rezou, sublinhando que este ato de vandalismo “fere a memória dos que já partiram e causa sofrimento acrescido às suas famílias”.
“Qualquer atentado contra os mortos é também uma ferida aberta no coração dos vivos”, afirmou D. Américo Aguiar, citando a Carta aos Romanos para recordar a visão cristã sobre a vida e a morte.
Além do cardeal, estiveram no cemitério o autarca local, o presidente da junta, bem como a GNR, bombeiros e técnicos do Instituto de Medicina Legal.



