O Ministério Público de Famalicão deduziu acusação contra um homem de 30 anos, natural de Braga, por tráfico de estupefacientes e outras atividades ilícitas alegadamente praticadas ao longo de 11 anos em Braga, Vila Verde e no Gerês, avança o Jornal de Notícias.
De acordo com o jornal, a detenção ocorreu em abril, quando militares da GNR intercetaram o arguido, João Manuel Barbosa, que transportava no automóvel 544 gramas de cocaína com um grau de pureza de 66,7%, 135 gramas de haxixe e 21.575 euros em numerário.
No momento da abordagem, o suspeito ainda tentou lançar a droga para fora do veículo.
De acordo com a acusação, entre 2014 e 2025 o arguido — atualmente em prisão preventiva — dedicou-se à venda regular de cocaína e canábis, recebendo contrapartidas monetárias ou de outra natureza.
Em Braga, realizava as transações em locais combinados previamente por telefone, como os parques de estacionamento do Continente, Makro e McDonald’s de Gualtar, nas imediações da Pastelaria Sydney e no centro comercial Braga Parque.
O Ministério Público indica ainda que o suspeito utilizava aplicações de comunicação encriptada, como Telegram, Signal e WhatsApp, e recorria a alcunhas para identificar fornecedores e clientes. Um dos contactos, de identidade não apurada, era identificado como “Floyd sp”, com quem mantinha uma linguagem codificada e a quem comprava quantidades significativas de droga.
Alguns clientes adquiriam produtos em quantidades superiores às habituais, como refere a acusação ao citar um comprador identificado como Luís, que em várias ocasiões comprou 50 gramas de haxixe de uma só vez. Embora o arguido preferisse pagamentos em dinheiro, também aceitava Mb Way.
O suspeito é representado pelo advogado João Ferreira Araújo, que optou por não comentar os factos constantes da acusação. “Tentaremos demonstrar que a acusação não condiz com a realidade”, afirmou.
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