A Câmara Municipal de Braga vai avançar com uma nova redução da taxa de IMI aplicada aos prédios urbanos, passando dos atuais 0,33% para 0,32%. A proposta, apresentada pelo presidente da autarquia, João Rodrigues, será discutida na próxima reunião do executivo municipal, a realizar esta quarta-feira, e representa, segundo o edil, «um alívio fiscal direto para muitas famílias», num contexto de persistente pressão sobre o custo de vida.
Para João Rodrigues, a diminuição do imposto reflete uma gestão responsável e orientada para o bem-estar dos cidadãos. «Quando um Município é bem gerido, deve ter a coragem de devolver às pessoas. Baixamos o IMI porque é justo e porque é possível”, afirmou, destacando que a decisão terá “impacto real na vida das famílias bracarenses», afirma.
O autarca sublinha que a medida resulta de um equilíbrio entre justiça fiscal e responsabilidade financeira, garantindo que a redução de impostos não compromete investimentos municipais, nem o apoio às famílias mais vulneráveis. «Não escolhemos entre baixar impostos e fazer obra. Escolhemos governar com rigor para poder fazer as duas coisas», reforça.
A política fiscal do Município continuará também a privilegiar a habitação e a reabilitação urbana, mantendo incentivos para quem recupera imóveis e contribui para a melhoria do parque habitacional. Em sentido inverso, a autarquia pretende endurecer a postura perante proprietários que deixam edifícios degradar, valorizando a proteção do espaço urbano.
«A política fiscal tem de ter propósito. Quem reabilita e dá vida à cidade deve ser incentivado; quem põe em risco pessoas e bens não pode ser premiado», defende João Rodrigues, reiterando a prioridade de promover «mais habitação com qualidade, mais reabilitação e mais cuidado com o espaço urbano».
O presidente da Câmara afirma ainda que esta redução do IMI se insere numa visão mais ampla de governação assente na proximidade e na confiança. «Governa-se com contas certas, mas também com prioridades certas. A nossa prioridade é que as pessoas sintam que a Câmara está do seu lado e sabe reconhecer quando é tempo de aliviar», concluiu.



