O Tribunal de Matosinhos condenou um casal a dois anos e nove meses de prisão, com pena suspensa, pelos crimes de burla qualificada e branqueamento de capitais, após terem desenvolvido um esquema de falsas mensagens em nome da EDP para obter pagamentos indevidos.
De acordo com a decisão, datada de 24 de outubro, os arguidos enviaram mensagens escritas a pelo menos 13 pessoas, fazendo-se passar por funcionários da empresa energética. Nas comunicações, alertavam as vítimas para uma suposta dívida e exigiam pagamento imediato, sob ameaça de corte do fornecimento de energia caso não regularizassem o alegado montante.
O esquema permitiu ao casal recolher um total de 1.143 euros, com vítimas distribuídas de Norte a Sul do país.
Para tornar a fraude mais credível, incluíam nas mensagens referências de pagamento de serviços, que eram processadas por entidades intermediárias, mas cujo destino final eram contas PayPal controladas pelos arguidos.
A investigação permitiu determinar o modo de atuação e o percurso dos valores, sustentando a condenação pelos dois crimes.
Apesar da gravidade dos factos, o tribunal decidiu suspender a pena de prisão, impondo ao casal um período de prova e condições para evitar nova prática criminosa.



