A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou estar a acompanhar uma atividade de gripe superior ao habitual para esta altura do ano, sublinhando, no entanto, que os números registados mantêm-se dentro do esperado para a época gripal.
Segundo os especialistas, este aumento parece estar relacionado com a circulação mais rápida de um subgrupo do vírus Influenza A(H3N2), designado por subgrupo “K” (J.2.4.1). Apesar da expressão “Gripe K” ter ganho destaque nas redes sociais, a OMS esclarece que não se trata de um novo vírus, mas sim de uma variante já conhecida do Influenza A(H3N2).
A variante foi identificada pela primeira vez em agosto, na Austrália e na Nova Zelândia, e já foi detetada em mais de 30 países. Embora não existam indícios de maior gravidade da doença, a OMS refere que se trata de uma “evolução notável” do vírus, que explica a sua maior capacidade de circulação.
Em Portugal, a presença desta variante também já foi confirmada, representando cerca de 45% dos vírus A(H3N2) analisados, segundo dados recentes.
Tal como noutros países do hemisfério norte, a época da gripe em Portugal começou mais cedo este ano. Investigadores nacionais alertam para a possibilidade de um aumento progressivo de casos nas próximas semanas, prevendo-se que o pico da gripe seja atingido no final do ano, coincidindo com o período das festividades.
Relativamente à vacinação, a especialista da OMS Wenqing Zhang reforça que esta continua a ser a forma mais eficaz de proteção, lembrando que a composição da vacina é atualizada regularmente para responder aos subgrupos em circulação. A responsável sublinha ainda que a vacinação reduz significativamente o risco de doença grave e de hospitalização, mantendo-se uma ferramenta essencial de saúde pública.



