O radialista Nuno Markl revelou que sofreu um segundo acidente vascular cerebral (AVC) enquanto se encontrava internado no Hospital Egas Moniz, numa fase em que já apresentava sinais claros de recuperação do primeiro episódio. O segundo AVC, de natureza isquémica, acabou por agravar o seu estado clínico, após um primeiro acidente hemorrágico ocorrido em novembro.
O relato foi feito no podcast “Isso não se diz”, de Bruno Nogueira, emitido no domingo. Nuno Markl explicou que, antes do segundo AVC, já conseguia andar, mexer a mão afetada, segurar o telemóvel e realizar tarefas simples do dia a dia, como lavar a cabeça com ambas as mãos. “O que o segundo AVC fez foi não regressar a zero, mas a menos 30. Foi dos dias mais tristes da minha vida”, confessou.
Segundo o radialista, o segundo episódio ocorreu alguns dias após o primeiro, numa altura em que já se encontrava em recuperação ativa. Embora não tenha especificado a data exata, admitiu que o momento coincidiu com um período de maior ansiedade, associado à permanência hospitalar e à vontade de regressar a casa.
Markl apercebeu-se de que algo estava errado quando deixou de conseguir mexer o pé e, pouco depois, o braço e a mão, movimentos que até então realizava sem dificuldade. “Olhei para o pé e pensei que estivesse preso, mas não mexia de todo”, relatou.
O médico assistente, apesar de se encontrar de folga, deslocou-se de imediato ao hospital e explicou-lhe que se tratava de uma situação pouco comum do ponto de vista clínico. De acordo com Nuno Markl, o profissional descreveu o caso como uma “raridade científica”, uma vez que, habitualmente, ocorre primeiro um AVC isquémico e só depois um hemorrágico — e não o inverso, como sucedeu consigo.
O radialista revelou ainda que já não se encontra internado no Hospital Egas Moniz, para onde tinha sido transferido após o primeiro internamento, iniciado a 20 de novembro, no Hospital Francisco Xavier, em Lisboa. Atualmente, está a realizar uma série de exames de forma exaustiva, com o objetivo de apurar as causas dos dois episódios. “O coração está bom”, sublinhou, acrescentando que os médicos continuam a investigar a origem clínica da situação.
Apesar do revés, Nuno Markl tem partilhado publicamente o processo de recuperação, mantendo uma postura aberta e reflexiva sobre a experiência, que descreve como inesperada e emocionalmente exigente.



