O preço da prata negociada nos mercados internacionais voltou esta segunda-feira a bater um novo recorde histórico, ao atingir os 84 dólares (71,35 euros) por onça, equivalente a 28,3 gramas, segundo dados da agência económica Bloomberg. A valorização surge depois de o metal precioso já ter ultrapassado, na passada sexta-feira, a barreira dos 75 dólares por onça.
Pelas 00:00 de segunda-feira, a onça de prata chegou aos 84,007 dólares, superando o máximo histórico anterior, que se situava acima dos 79 dólares. No entanto, ao longo da madrugada, os preços corrigiram em baixa e, pelas 06:15 horas, a prata registava uma queda de 1,97%, fixando-se nos 77,76 dólares por onça.
Apesar da descida pontual, o desempenho anual da prata mantém-se extraordinário, acumulando uma valorização superior a 168% desde o início do ano.
Já o ouro não conseguiu ultrapassar o seu máximo histórico de 4.549,92 dólares por onça (3.864,21 euros), alcançado igualmente na sexta-feira. Pelas 06:15 horas, o metal amarelo era negociado a 4.549,64 dólares por onça, registando uma descida de 0,83%.
O ouro e a prata são tradicionalmente considerados valores refúgio, ou seja, ativos vistos como seguros a longo prazo, procurados tanto por bancos centrais como por investidores particulares em períodos de instabilidade e incerteza.
O atual contexto geopolítico, marcado por vários conflitos armados e pelo agravamento das tensões entre os Estados Unidos da América e a Venezuela, tem contribuído para a forte valorização dos metais preciosos. A isto juntam-se as preocupações dos investidores com o elevado nível da dívida pública das principais economias mundiais e com o risco de uma eventual bolha no setor da inteligência artificial.
Estas incertezas têm impulsionado não só o preço do ouro e da prata, mas também de outros metais, como a platina. Muitos especialistas em mercados financeiros defendem, por isso, a diversificação das carteiras de investimento como uma estratégia prudente perante o atual cenário económico e geopolítico.



