As autoridades suíças confirmaram, ao final da tarde desta quinta-feira, 1 de janeiro, a morte de quatro dezenas de pessoas e a existência de pelo menos 115 feridos, a maioria com queimaduras e muitos em estado grave, na sequência do incêndio que destruiu um bar na estância de esqui de Crans-Montana, no sudoeste da Suíça.
A tragédia ocorreu durante as celebrações da passagem de ano no bar “Le Constellation”, onde se encontravam mais de uma centena de pessoas no momento da explosão e do incêndio, registados cerca da 1h30 locais (00h30 GMT). Forças policiais, bombeiros e equipas de emergência foram mobilizados de imediato para o local para prestar assistência às numerosas vítimas.
Em resposta à RTP, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas afirmou que, até ao momento, não há indicação de cidadãos portugueses entre as vítimas. O governante revelou ainda que o Governo português está em contacto permanente com as autoridades suíças. Estima-se que vivam na Suíça cerca de 270 mil portugueses, dos quais aproximadamente 64 mil no cantão de Valais.
O Governo português manifestou entretanto solidariedade para com as famílias das vítimas, através de uma nota publicada na conta oficial da rede social X.
O Governo lamenta profundamente a trágica explosão ocorrida na Suíça, que causou numerosas vítimas, exprimindo solidariedade às famílias e autoridades. Em contexto muito complexo, continuam as diligências para apurar se há nacionais portugueses entre as vítimas desta tragédia.
— Negócios Estrangeiros PT (@nestrangeiro_pt) January 1, 2026
Também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, expressou, numa nota divulgada no site da Presidência, a sua solidariedade ao Presidente da Suíça pelas mortes registadas no cantão de Valais.
O bar “Le Constellation”, propriedade de um casal francês residente na Suíça há cerca de uma década, tem capacidade para acolher cerca de 300 pessoas no interior e 40 na esplanada, segundo informação disponível no site da estância de Crans-Montana.
As causas do incêndio ainda não foram oficialmente confirmadas. No entanto, testemunhas citadas pelos meios de comunicação suíços apontam para a utilização de dispositivos pirotécnicos como possível origem da rápida propagação das chamas. Um jovem que se encontrava no interior do bar relatou que artefactos pirotécnicos colocados em garrafas poderão ter provocado um incêndio no teto, que se inflamou de forma muito rápida, gerando momentos de pânico.
A procuradora-geral do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, anunciou a abertura de um inquérito para apurar “exatamente o que sucedeu”. Imagens divulgadas pela comunicação social suíça mostram o edifício em chamas e pessoas a fugir em pânico, enquanto se ouviam gritos na escuridão.



