O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reuniram-se este sábado e manifestaram uma posição comum centrada no futuro da Venezuela e no “restabelecimento de uma democracia plena”, na sequência da deposição do líder venezuelano por forças militares dos Estados Unidos.
A posição foi tornada pública por Luís Montenegro através de uma mensagem publicada na rede social X. “Estamos focados no futuro e no restabelecimento de uma democracia plena onde os venezuelanos escolham livremente o seu futuro”, escreveu o chefe do Governo.
Na mesma publicação, o primeiro-ministro recorda que Portugal não reconheceu os resultados das eleições venezuelanas de 2024 e sublinha a atenção dada às declarações do Presidente norte-americano.
“Não tendo reconhecido os resultados das eleições de 2024, tomamos nota das declarações e garantias do Presidente Donald Trump e constatamos o papel dos EUA na promoção de uma transição estável, pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela com a maior brevidade possível”, acrescenta.
A reunião, por teleconferência, entre o Presidente da República e o primeiro-ministro surge num contexto de forte instabilidade política na Venezuela, após a intervenção militar norte-americana, e reflete a posição oficial portuguesa de apoio a um processo de transição que permita aos venezuelanos escolher livremente o seu futuro político.
Situação na Venezuela será discutida no Conselho de Estado de 9 de janeiro
À margem, numa nota publicada na página da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa indicou que reuniu este sábado, por videoconferência, com o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros sobre a situação na Venezuela, e em particular “no que diz respeito à muito numerosa comunidade portuguesa” naquele país.
Ficou também acordado “acrescentar” o dossier da Venezuela à reunião do Conselho de Estado marcada para a próxima sexta-feira, dia 9 de janeiro.
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