Pelo menos 40 pessoas terão perdido a vida no ataque desencadeado pelos Estados Unidos contra a Venezuela, na madrugada de sexta-feira para sábado. A informação é avançada pelo New York Times, que cita um alto funcionário venezuelano, sob condição de anonimato.
De acordo com a mesma fonte, as vítimas incluem civis e soldados venezuelanos. A ofensiva norte-americana terá envolvido bombardeamentos em larga escala, com o objetivo de neutralizar as defesas aéreas do país antes da entrada de forças terrestres em território venezuelano.
Até ao momento, nem a Casa Branca nem o Pentágono confirmaram oficialmente o número de mortos ou a dimensão total da operação. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, limitou-se a afirmar que não houve vítimas norte-americanas durante a ação militar.
Horas após o ataque, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos lançaram “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, operação que resultou na captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores. O líder norte-americano declarou ainda que Washington pretende assumir a governação do país até estar concluída uma transição de poder.
Em resposta, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ) decidiu que a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, deverá assumir a presidência interina. Segundo a presidente do TSJ, Tania D’Amelio, Rodríguez torna-se a primeira mulher a chefiar o executivo venezuelano, com o objetivo de “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação”.
O comunicado do tribunal não especifica a data para a tomada de posse. A cerimónia de instalação do novo parlamento, com mandato até 2031 e dominado por forças leais a Maduro, estava prevista para segunda-feira.
A ofensiva militar e a queda do Presidente venezuelano provocaram reações divergentes na comunidade internacional, com alguns países a condenarem a intervenção dos Estados Unidos e outros a saudarem o afastamento de Nicolás Maduro do poder. A situação continua a ser acompanhada com apreensão, num contexto de elevada instabilidade política e risco de agravamento do conflito regional.



