Pais, professores, diretores, funcionários e familiares de alunos de colégios privados de ensino especial estão a manifestar-se esta terça-feira, em Lisboa, para exigir um reforço das verbas públicas que permita assegurar a continuidade da resposta educativa a cerca de 500 crianças e jovens.
A concentração decorre desde as 10:00, em frente ao Ministério da Educação, e é marcada por palavras de ordem e pelo som de buzinas. Em cartazes exibidos pelos manifestantes podem ler-se mensagens como “Tempo a esgotar-se para 500 crianças”, “Não queremos as escolas a fechar, mas sim a funcionar” ou “Inclusão sem recursos é exclusão disfarçada”.
Em causa está o financiamento atribuído pelo Estado a estes estabelecimentos, considerado insuficiente face aos custos atuais. Segundo o presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular (AEEP), caso a tutela não proceda à atualização do valor pago por aluno, várias escolas de ensino especial privado poderão ser obrigadas a encerrar num futuro próximo.
A eventualidade do fecho destas instituições deixaria quase 500 crianças e jovens sem resposta educativa adequada, alertam os organizadores do protesto, que sublinham o papel fundamental destes colégios no apoio a alunos com necessidades educativas especiais.
Os manifestantes apelam a uma solução urgente por parte do Governo, defendendo que o direito à educação inclusiva só pode ser garantido com financiamento adequado e sustentável para as escolas que asseguram este tipo de ensino especializado.



