Dois agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), que exerciam funções na esquadra do Largo do Rato, em Lisboa, foram acusados pelo Ministério Público pela prática de crimes de tortura, violação e ofensas à integridade física, segundo informação divulgada esta quarta-feira.
De acordo com a acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, os factos terão ocorrido no interior daquela esquadra e envolveram agressões violentas, maus-tratos e atos de violência sexual contra vítimas consideradas particularmente vulneráveis.
Na acusação, o Ministério Público sustenta que os arguidos “escolhiam as suas vítimas entre os seres humanos mais fragilizados pela sua condição humana degradada”, atuando “de forma violenta, perversa e descontrolada”, e exibindo, segundo o documento, “requintes de malvadez” na execução dos atos.
Os crimes imputados incluem práticas que configuram tortura, bem como ofensas graves à integridade física e violação, alegadamente cometidas no exercício das funções policiais, o que agrava o enquadramento penal dos factos descritos.
O processo segue agora para a fase judicial, cabendo ao tribunal apreciar a acusação e apurar a responsabilidade criminal dos arguidos. Contactada em ocasiões anteriores sobre processos desta natureza, a PSP tem reiterado que colabora com a Justiça e que não compactua com comportamentos que violem a lei ou os deveres da função policial.



