O comboio de alta velocidade que descarrilou em Espanha no domingo, antes de colidir com outro comboio que seguia em sentido contrário numa linha paralela, tinha sido submetido à inspeção na quinta-feira, anunciou a companhia ferroviária Iryo.
O comboio, fabricado em 2022 e “cuja última inspeção foi realizada a 15 de janeiro”, partiu “com 289 passageiros, quatro tripulantes e um maquinista a bordo. Às 19h45 (18h45 em Portugal continental), por razões ainda desconhecidas, desviou para a linha adjacente”, afirmou a operadora num comunicado de imprensa enviado à agência de notícias francesa AFP.
Pelo menos 39 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após o descarrilamento ocorrido no município de Adamuz, em Córdova.
Os três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram e invadiram outra via, onde circulava o comboio da Renfe.
Numa conferência ao início da madrugada desta segunda-feira, o ministro espanhol dos Transportes, Óscar Puente, disse não ter uma explicação para o acidente, que envolveu os dois comboios de alta velocidade, e que será necessário esperar pelo resultado de uma investigação, a cargo de uma comissão especializada e competente para estes casos.
Óscar Puente qualificou o acidente, “numa reta”, como “tremendamente estranho”, revelando que a via foi totalmente renovada recentemente, em trabalhos que terminaram em maio passado, e que também o comboio que descarrilou inicialmente era “praticamente novo” e tem cerca de quatro anos.
Os sindicatos CCOO (Confederação Sindical de Comissões Operárias) e UGT exigiram, em comunicados separados, uma investigação minuciosa às causas do acidente ferroviário ocorrido em Adamuz.
Na nota, o sindicato CCOO exige “total transparência e rigor” na investigação das causas do acidente “para determinar as responsabilidades correspondentes”.



