A Polícia Judiciária intercetou uma embarcação do tipo semissubmersível que transportava cerca de 300 fardos de cocaína, numa operação realizada a aproximadamente 230 milhas náuticas do arquipélago dos Açores, em articulação com a Marinha Portuguesa e a Força Aérea.
Segundo a PJ, foram recuperados cerca de 265 fardos de cocaína, correspondentes a uma quantidade estimada próxima das nove toneladas. Os restantes fardos afundaram-se juntamente com o semissubmersível, impossibilitando a sua apreensão.
Em conferência de imprensa, realizada na sede da Polícia Judiciária, em Lisboa, o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE), Artur Vaz, afirmou que esta poderá ser “a maior apreensão de cocaína jamais efetuada em território nacional”, estando a quantidade exata ainda dependente de pesagem oficial.
A bordo da embarcação, proveniente da América do Sul e com destino à Europa, seguiam quatro tripulantes estrangeiros — três de nacionalidade colombiana e um venezuelano — que foram resgatados antes de o semissubmersível naufragar.
A operação, designada “Adamastor”, contou ainda com a colaboração das autoridades dos Estados Unidos da América e do Reino Unido, no âmbito do combate ao tráfico transcontinental de estupefacientes por via marítima.
A Polícia Judiciária sublinha que a ação decorreu em condições de extrema dificuldade e perigo, devido ao estado do mar e às condições meteorológicas adversas enfrentadas pelas equipas no local.
As autoridades prosseguem agora com a investigação, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), visando identificar a rede criminosa internacional responsável pelo transporte da droga.



