Proteção Civil Municipal reporta quedas de muros, árvores e deslizamentos de terras. O vereador Patrício Araújo alerta para o risco de cheias e desaconselha a circulação nas zonas ribeirinhas devido às descargas das barragens.
A passagem da depressão Joseph pelo concelho de Vila Verde está a deixar um rasto de destruição e a colocar as equipas de socorro em alerta máximo.
Segundo revelou o vereador com a tutela da Proteção Civil Municipal, Patrício Araújo, ao jornal ‘O Vilaverdense’, o território regista já múltiplas ocorrências, incluindo quedas de muros, deslizamentos de terras, quedas de árvores, abatimentos de piso e danos em coberturas de edifícios.As freguesias de Travassós, Soutelo, Esqueiros, Prado e Oleiros figuram entre as localidades mais afetadas pelo mau tempo, que continua a fustigar a região com chuva persistente e vento forte.
Monitorização crítica das barragens
A maior preocupação das autoridades centra-se agora na gestão do caudal dos rios Homem e Cávado. O vereador confirmou que as descargas das barragens da Caniçada e Vilarinho sofreram um aumento significativo, aproximando-se dos 500m³/s em determinados períodos.
«Estamos em contacto permanente com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a EDP Produção para evitar que as descargas hídricas coincidam com as horas de maior pluviosidade», explicou Patrício Araújo.
O objetivo é prevenir a evacuação de habitações em zonas ribeirinhas historicamente vulneráveis, embora o autarca ressalve que «essa possibilidade ainda não está totalmente excluída», dependendo da evolução das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Apelo à segurança e restrições nas zonas ribeirinhas
Face ao agravamento das condições meteorológicas, a Proteção Civil Municipal lançou um apelo urgente à população. Patrício Araújo insta os residentes em zonas ribeirinhas a manterem-se em estado de alerta e recomenda aos vilaverdenses que evitem saídas de casa e deslocações não essenciais.
Para o dia de amanhã, e perante a previsão de que as descargas das barragens se mantenham elevadas, as autoridades desaconselham formalmente a prática desportiva e passeios ao longo das zonas ribeirinhas, como a Ecovia do Cávado, uma vez que os níveis do rio «podem sofrer alterações súbitas e perigosas».



