O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, afirmou esta quarta-feira que o regresso à normalidade após a passagem da depressão Kristin “vai demorar ainda alguns dias”, devido à extensão dos danos provocados pelo fenómeno meteorológico em várias regiões do país.
“Vamos colaborar no regresso à normalidade, que face à dimensão deste fenómeno vai demorar ainda alguns dias na reposição de condições, sobretudo as de acessibilidade e a devastação causada pelo derrubo de árvores”, declarou o governante, em conferência de imprensa realizada em Carnaxide.
À mesma margem, o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura, revelou que, desde a meia-noite até às 14h00 desta quarta-feira, foram registadas 4.183 ocorrências, sendo a maioria relacionada com quedas de árvores. “A ocorrência mais recorrente é a queda de árvores”, precisou.
Rui Rocha indicou ainda que a situação do fornecimento de energia elétrica está a ser gradualmente normalizada. “Cerca de um milhão de cidadãos ficaram sem energia e, a esta hora — ou até há poucas horas —, já são menos de 500 mil, com grande empenho da E-Redes. Também se verifica uma recuperação progressiva ao nível das comunicações, sobretudo nos concelhos e distritos mais afetados”, afirmou.
Apesar de a depressão Kristin já se ter deslocado para fora do território nacional, o secretário de Estado sublinhou a necessidade de manter o estado de alerta e prontidão no nível máximo, bem como o aviso vermelho emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para a agitação marítima.
“O fenómeno fragilizou as condições para os próximos dias. Mesmo que a chuva e o vento possam ser normais para a época, a saturação dos solos obriga a manter o nível máximo de alerta”, explicou.
Por sua vez, o responsável da Divisão de Previsão Meteorológica e Vigilância do IPMA classificou a depressão Kristin como um fenómeno “raro”, informando que o sistema já abandonou a Península Ibérica e se encontra em deslocação em direção às ilhas Baleares.
As autoridades mantêm o apelo à população para que evite deslocações desnecessárias, tenha especial atenção a zonas arborizadas e ribeiras e acompanhe as indicações da Proteção Civil, enquanto decorrem os trabalhos de remoção de árvores caídas, limpeza de vias e reposição de infraestruturas essenciais.



