Portugal pediu à Comissão Europeia a ativação da reserva de crise para a agricultura, na sequência dos danos provocados pelas recentes tempestades que atingiram o território nacional e afetaram gravemente o setor primário. As estimativas iniciais apontam para prejuízos globais de cerca de 775 milhões de euros, dos quais 500 milhões correspondem ao setor agrícola e 275 milhões ao setor florestal.
O pedido foi formalizado pelo ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, junto do comissário europeu da Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen. Segundo o Ministério da Agricultura, o mecanismo europeu permite uma “resposta rápida em caso de crises que afetem a produção ou a distribuição agrícola”, contando com uma dotação anual total de 450 milhões de euros para toda a União Europeia.
Na carta enviada a Bruxelas, o governante alerta que a situação no terreno “não se encontra ainda estabilizada”, sublinhando que as previsões meteorológicas apontam para a continuação de condições adversas nos próximos dias, com risco elevado de precipitação intensa e ventos fortes. “Este cenário pode vir a agravar os danos já registados, dificultando os esforços imediatos de recuperação”, refere.
O ministro destaca ainda que os prejuízos sofridos pelos produtores representam uma ameaça direta à sustentabilidade económica das explorações agrícolas nas regiões mais afetadas. “Os prejuízos significativos sofridos pelos produtores, bem como a consequente perda de rendimentos dos agricultores afetados em Portugal, colocam em risco a viabilidade económica”, lê-se no documento enviado à Comissão Europeia.
O temporal causou estragos em culturas agrícolas, infraestruturas de apoio à produção e áreas florestais, com impactos relevantes na atividade económica local e no abastecimento de alguns mercados. O Governo pretende, com este pedido, garantir apoio financeiro europeu que permita acelerar a recuperação do setor e mitigar as perdas dos produtores afetados.
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