A Semana Santa de Braga, que este ano decorre de 29 de março a 05 de abril, na antecâmara da Páscoa, é um momento de celebração da identidade da cidade e pode representar um retorno económico até 16 milhões de euros, de acordo com as estimativas apresentadas esta quinta-feira.
Na conferência de imprensa de lançamento do evento, o presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, sublinhou a importância deste período como um dos momentos mais marcantes da identidade coletiva da cidade.
“A Semana Santa de Braga é um tempo maior da nossa cidade: de fé para muitos, de comunidade para todos, e de património vivido que nos define”, afirmou o autarca.
Na sua intervenção, João Rodrigues destacou que a Semana Santa de Braga afirma-se pela “conjugação singular entre a dimensão religiosa e uma programação cultural de qualidade”, desenvolvida desde o início da Quaresma, reforçando a vivência comunitária, a valorização do património e a projeção externa de Braga.
“Uma tradição não tem de ser um peso que se arrasta. Pelo contrário: temos a obrigação de a cuidar, de a fomentar e de a tornar maior, com rigor, com dignidade e com ambição para Braga”, salientou.
IMPACTO ECONÓMICO
João Rodrigues apontou também o impacto positivo da Semana Santa na dinâmica turística e na economia local, pela capacidade de atrair visitantes e de reforçar a imagem de Braga como cidade de cultura, património e acolhimento.
A este nível, o presidente da Associação Empresarial de Braga (AEB), Daniel Vilaça, que se referiu a este período como um dos “momentos mais relevantes do ano para a economia local”, disse que as previsões apontam para um retorno económico que pode chegar aos 16 milhões de euros.
“Com base no impacto de 14,6 milhões de euros em 2025, e assumindo condições meteorológicas favoráveis, a AEB projeta para 2026 um crescimento entre 5% e 10%, o que corresponde a um impacto económico estimado entre 15,3 milhões e 16 milhões de euros”, disse Daniel Vilaça.
Segundo o presidente da AEB, “esta projeção traduz um cenário realista, mas ambicioso, de retoma do consumo, de aumento da procura turística e de reforço da atividade económica nos setores do comércio, da restauração, do alojamento e dos serviços”.
PROCISSÕES SÃO ATRATIVO
Entre a vasta programação, destacam-se as procissões, que voltam a ser o momento alto. No Domingo de Ramos (29 de março) há Procissão dos Passos, com saída da Igreja de São Paulo, às 17h00, ficando os restantes três cortejos para durante a semana, em período noturno (21h30).
Como sempre, a Procissão da Burrinha sai na quarta-feira da Igreja de São Victor, a Procissão do Senhor Ecce Homo da Igreja da Misericórdia na quinta-feira e a Procissão do Enterro do Senhor, a última, sai da Sé na sexta-feira à noite.
Caso as condições meteorológicas não permitam a realização das procissões, será realizado um breve momento catequético e explicativo na igreja de onde deveria sair.










