A advogada que tinha sido nomeada há cerca de duas semanas por José Sócrates renunciou esta terça-feira, em audiência de julgamento, à defesa do antigo primeiro-ministro no processo Operação Marquês.
Sara Leitão Moreira justificou a decisão com o facto de não lhe ter sido dado tempo suficiente pelo tribunal para preparar a defesa do chefe de Governo entre 2005 e 2011.
Na sequência da renúncia, o tribunal ordenou a nomeação de um advogado oficioso para que o julgamento prossiga, tendo a sessão de esta terça-feira sido interrompida por alguns minutos para que este seja chamado.
À saída do tribunal, Sara Leitão Moreira disse que “não faz futurologia” e que o seu “raciocínio é no sentido de que o tribunal tem de olhar para o processo e verificar se está a surtir efeito ou não”. “Se não me deixam fazer o meu trabalho eu não estou aqui a fazer nada. Eu não sou um figurante”, afirmou.
Esta é a terceira vez que José Sócrates fica sem advogado, depois de também Pedro Delile e José Preto terem renunciado aos seus mandatos de defesa do antigo primeiro-ministro.



