As fortes chuvas que atingem a cidade de Juiz de Fora, no Brasil, provocaram pelo menos 22 mortos, 45 desaparecidos e cerca de 440 desalojados, segundo dados divulgados pelas autoridades locais. A precipitação intensa começou na segunda-feira e originou vários deslizamentos de terras, soterramentos e a destruição de habitações.
Um dos episódios mais graves registou-se numa das zonas da cidade, onde ocorreram pelo menos 20 casos de soterramento, de acordo com a presidente da câmara municipal, Margarida Salomão. O Rio Paraibuna transbordou pela primeira vez em 40 anos, agravando a situação em vários bairros.
A autarquia informou ainda que fevereiro é já o mês mais chuvoso de sempre no concelho, com 584 milímetros de precipitação acumulada, mais 242% do que a média esperada e acima do anterior recorde de 456,1 milímetros, registado em 1988.
“Quem tentou circular hoje pela cidade percebeu que vários bairros estão completamente isolados”, afirmou Margarida Salomão num vídeo divulgado nas redes sociais, apelando para que a população permaneça em casa.
As operações de busca e salvamento mobilizam bombeiros, forças de segurança e equipas especializadas, com apoio de cães farejadores. As autoridades registaram mais de 40 ocorrências relacionadas com bloqueios de estradas e habitações atingidas. Três escolas foram convertidas em centros de acolhimento para os desalojados e o encerramento das atividades letivas foi determinado por precaução.
Face à gravidade da situação, o Estado de Minas Gerais decretou estado de calamidade e luto oficial de três dias. As cheias também afetaram outros municípios, como Ubá, onde se registaram quatro vítimas mortais.



