Foram realizadas 26 buscas no Funchal e em Lisboa no âmbito da operação “Terra Queimada”. Em causa estão suspeitas de fraude qualificada, corrupção e branqueamento ligadas a projetos de reflorestação financiados por fundos comunitários.
Há sete arguidos no âmbito de uma investigação a uma alegada fraude de 3,6 milhões de euros com fundos europeus destinados à reflorestação. A operação, designada “Terra Queimada”, incluiu a realização de 26 buscas nos concelhos do Funchal e de Lisboa.
Entre os arguidos encontram-se duas pessoas coletivas. Dos restantes cinco indivíduos, três são funcionários públicos, segundo revelou a Polícia Judiciária (PJ).
De acordo com a Judiciária, no decurso da investigação foram identificadas “relações de domínio de gestão e de capital entre entidades beneficiárias e fornecedoras”, no âmbito de projetos cofinanciados pelo programa Portugal 2020, consideradas “suscetíveis de enquadrar situações de conflito de interesses”.
Em investigação estão eventuais crimes de fraude qualificada na obtenção de subsídio, participação económica em negócio, recebimento indevido de vantagem, corrupção e branqueamento de capitais. O inquérito prossegue, segundo a PJ, “visando esclarecer os factos e determinar a eventual ocorrência de infrações criminais”.
Em comunicado, a polícia criminal explica que, no âmbito da operação “Terra Queimada”, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão, executados por 58 inspetores e 15 especialistas de polícia científica, com a participação de dois procuradores europeus delegados.
A PJ adianta ainda que continuará, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, a atividade de prevenção e investigação que tem vindo a desenvolver, com o objetivo de “garantir a proteção dos interesses económicos e financeiros” de Portugal e da União Europeia.



