O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou este sábado que existem “muitos sinais” de que o Líder Supremo do Irão, Ali Khamenei, poderá estar morto, na sequência de ataques atribuídos às forças israelitas.
Em declarações públicas, Netanyahu confirmou que Israel visou o complexo associado a Khamenei, assegurando que a infraestrutura foi “completamente destruída”. Segundo o chefe do Governo israelita, os ataques terão provocado ainda a morte de vários comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica e de responsáveis ligados ao programa nuclear iraniano.
“Há muitos sinais de que Ali Khamenei já não está vivo”, afirmou Netanyahu, acrescentando que as operações militares tiveram como objetivo atingir centros estratégicos do poder político e militar iraniano.
Até ao momento, as autoridades do Irão não confirmaram oficialmente a morte do líder supremo, nem divulgaram informações detalhadas sobre o alegado ataque ao seu complexo. Os meios de comunicação estatais iranianos mantêm silêncio quanto ao paradeiro de Khamenei, alimentando a incerteza em torno da situação.
A confirmar-se a morte do líder supremo, o impacto político e geoestratégico poderá ser profundo, uma vez que Ali Khamenei é a figura central do regime iraniano desde 1989 e detém a última palavra sobre as principais decisões do Estado, incluindo as matérias militares e nucleares.
A comunidade internacional acompanha com atenção os desenvolvimentos, num contexto de elevada tensão no Médio Oriente, marcado pela intensificação dos confrontos entre Israel e forças associadas ao Irão na região.



