O preço do gás natural registou esta terça-feira um forte aumento de 22%, superando os 53 dólares por megawatt-hora (MWh), o nível mais elevado desde fevereiro de 2025, num contexto de crescente tensão no Médio Oriente.
De acordo com dados da Bloomberg compilados pela agência noticiosa espanhola EFE, às 08:17 (07:17 em Lisboa), o gás natural para entrega dentro de um mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subia 22%, para 53,14 dólares por MWh.
Na segunda-feira, os preços já tinham registado uma valorização superior a 50% durante a sessão, embora tenham encerrado o dia com um ganho de 40,81%.
A subida das cotações ocorre na sequência dos ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, um dos principais produtores de crude da OPEP+ e país que controla o Estreito de Ormuz, uma via estratégica para o tráfego internacional de petróleo e gás.
No sábado, Israel e os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar contra o Irão com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes do regime iraniano”. Em resposta, Teerão disparou mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa neutralizar “ameaças iminentes” provenientes do Irão. Por sua vez, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta classificando o regime iraniano como uma “ameaça existencial”.
Entretanto, o Irão confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989, tendo decretado um período oficial de luto de 40 dias.
Segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano, pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques. O Exército dos Estados Unidos confirmou, por sua vez, a morte de seis militares norte-americanos.
Os mercados energéticos permanecem sob forte pressão, refletindo os receios de perturbações no fornecimento global de gás e petróleo, numa região considerada crucial para a segurança energética internacional.



