A campanha nacional de segurança rodoviária “Ligue-se à Vida – Não ao Telemóvel”, realizada entre 24 de fevereiro e 2 de março de 2026, resultou na deteção de 1.172 infrações relacionadas com o manuseamento do telemóvel durante a condução, segundo o balanço divulgado pelas autoridades.
A ação foi promovida pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, pela Guarda Nacional Republicana e pela Polícia de Segurança Pública, no âmbito do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) 2026, e decorreu nos distritos de Braga, Santarém e Aveiro, com extensão às regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Durante o período da campanha, foram fiscalizados presencialmente 62.944 veículos, tendo sido registadas 1.172 infrações por uso do telemóvel ao volante, das quais 99% ocorreram no Continente e 1% nas regiões autónomas. Do total, 981 infrações foram detetadas pela GNR e 191 pela PSP.
Paralelamente, foram fiscalizados automaticamente por radar cerca de 3,5 milhões de veículos, dos quais 546.145 pelas forças de segurança e cerca de 2,9 milhões pelo Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO), da responsabilidade da ANSR. Neste âmbito, foram registadas 7.814 infrações por excesso de velocidade.
No plano da sensibilização, a campanha envolveu 601 condutores e passageiros em ações presenciais realizadas em Celeirós (Braga), Santarém, Torres Novas e Albergaria-a-Velha, bem como nas regiões autónomas. As mensagens transmitidas destacaram que o uso do telemóvel durante a condução aumenta em quatro vezes o risco de acidente e que, a 50 km/h, olhar para o ecrã durante três segundos equivale a percorrer cerca de 42 metros sem atenção à estrada.
Durante os dias da campanha, registaram-se 2.882 acidentes, dos quais resultaram seis vítimas mortais, 38 feridos graves e 815 feridos leves. Em comparação com o período homólogo de 2025, verificaram-se mais 316 acidentes, menos uma vítima mortal e menos 11 feridos graves, mas mais 106 feridos leves.
As seis mortes ocorreram nos distritos de Aveiro, Leiria, Lisboa, Porto e Viseu. Todas as vítimas mortais eram do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 25 e os 93 anos.
Esta foi a segunda de 11 campanhas previstas no âmbito do PNF 2026. Até ao final do ano, estão programadas mais nove ações, combinando fiscalização e sensibilização, centradas nos temas da velocidade, álcool, dispositivos de segurança, uso do telemóvel, veículos de duas rodas a motor e, pela primeira vez, nos utilizadores vulneráveis.
As autoridades sublinham que a sinistralidade rodoviária “não constitui uma fatalidade” e apelam à adoção de comportamentos responsáveis por parte de todos os utilizadores da estrada.



