Os preços dos combustíveis podem aumentar até 10 cêntimos por litro na próxima semana, na sequência da valorização do petróleo nos mercados internacionais, que já negoceia em torno dos 85 dólares por barril. A previsão é avançada pela imprensa espanhola, com base em dados da Organização de Consumidores e Utilizadores (OCU), e é corroborada em Portugal pela Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC).
Em declarações à SIC Notícias, a vice-presidente da ANAREC, Mafalda Trigo, afirmou que as previsões apontam para subidas expressivas. “O preço já está neste momento com previsões de aumento acima de 10 cêntimos. O preço será fechado na sexta-feira, hoje ainda é terça, pelo que ainda há bastante tempo em termos de bolsas internacionais”, referiu.
Segundo o jornal espanhol elEconomista, a OCU estima que, se o preço do petróleo Brent se mantiver próximo dos 80 dólares por barril, a subida dos combustíveis poderá situar-se entre oito e 10 cêntimos nas próximas semanas.
Em Portugal, a situação é acompanhada de perto pelas entidades do setor. O Notícias ao Minuto avançou estar a tentar obter um comentário da EPCOL – Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes sobre este cenário.
Entretanto, a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) esclareceu que o país dispõe de reservas estratégicas suficientes para responder a eventuais perturbações no abastecimento. “Portugal dispõe de reservas (cerca de 93 dias de consumo) para fazer face a um cenário de disrupção no normal funcionamento do país”, indicou a entidade em resposta à Lusa.
A ENSE acrescentou ainda que as importações nacionais de combustíveis não estão expostas ao estreito de Ormuz nas quantidades atualmente adquiridas e transportadas para o território nacional, afastando, para já, riscos diretos de rutura no abastecimento.
Apesar dessas garantias, o aumento do preço do crude nos mercados internacionais poderá ter impacto direto no consumidor final, caso as cotações se mantenham elevadas até ao final da semana, altura em que são definidos os novos preços de referência.



