Muitos – homens e mulheres de todas as idades – mostraram, este domingo, em Braga as razões por que ainda preciso assinalar o Dia Internacional da Mulher, mais não fosse para lembrar que “só se avança de verdade com direitos e igualdade” e para dizer que não querem “ver os anos passar e a nossa vida a piorar”.
Pelo centro histórico da cidade desfilaram para frisar que “mulheres livres, sem opressão é lei da Constituição” e que a mesma lei fundamental e suprema do país diz também que “trabalho igual, salário igual é um direito essencial”.
“Queremos teto, queremos chão e o direito à habitação” foi outra exigência que se ouviu ao longo do percurso.
A proposta de novo pacote laboral não ficou esquecida nos recados ao primeiro –ministro, Luís Montenegro. “O Trabalho 21 é truque, é maldade” que “o Luís nos quer impor é mais desigualdade”. E avisam: “Oh Luís vem ouvir o pacote é pra cair.”
Durante o desfile, convocado pelo MDM- Movimento Democrático da Mulher, foi reiterado que “o corpo é da mulher” pelo que “ela decide o que quiser”. Daí que exijam uma Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) “sem atraso e sem negar” porque “é cumprir, é respeitar”.
Ouviu-se ainda diz que “o direito de amamentar não é para cortar”. “É conquista da mulher e ninguém o vai roubar.” E outro aviso: “Somos muitas, muitas mil para continuar abril.”
A violência doméstica foi outro tema a marcar a jornada de luta. “A violência no casal não é amor, não é normal”.
As guerras destes dias não foram esquecidas. “Em cada terra e nação queremos paz e união”, diziam os manifestantes no momento em que o Irão e os EUA/Israel trocavam disparos de mísseis.
[email protected] / *Texto construído a partir dos slogans da manifestação


































