O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a atual subida do preço do petróleo representa “um pequeno preço a pagar pela paz e segurança” dos Estados Unidos e do mundo, numa altura em que os mercados energéticos registam fortes valorizações.
“Só os tolos pensam o contrário”, escreveu Trump numa mensagem publicada na rede social Truth Social, acrescentando que os preços do petróleo “cairão rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear iraniana estiver concluída”.
As declarações surgem depois de o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado norte-americano, ter ultrapassado os 100 dólares pela primeira vez desde julho de 2022. Na abertura da Bolsa de Chicago, o contrato para entrega em abril subia 13,84%, para 103,48 dólares por barril.
Também o Brent do Mar do Norte, referência para o mercado europeu e português, registava uma subida significativa, sendo negociado a 101,9 dólares por barril, mais 9,2% face ao fecho de sexta-feira, quando terminou a sessão nos 92,69 dólares.
Na semana passada, o WTI acumulou uma valorização de cerca de 36%, enquanto o Brent registou um aumento de 28%, refletindo a crescente instabilidade geopolítica no Médio Oriente.
A escalada dos preços da energia está associada ao agravamento do conflito na região após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, em 28 de fevereiro, e ao subsequente encerramento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio mundial de energia.
Por este estreito passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do comércio de gás natural liquefeito (GNL).
Em resposta à ofensiva militar, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas estratégicas em países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre e na Turquia.
Entretanto, foi anunciado o novo líder supremo iraniano. Mojtaba Khamenei foi nomeado pela Assembleia de Peritos do Irão para suceder ao pai, Ali Khamenei, que morreu a 28 de fevereiro na sequência dos ataques israelitas e norte-americanos.
A instabilidade na região continua a alimentar a volatilidade dos mercados energéticos e os receios de perturbações prolongadas no abastecimento global de petróleo e gás.



