Mais de 8 milhões de euros das poupanças de cerca de dois mil pequenos investidores suíços, inicialmente destinados a financiar energias renováveis, foram desviados para um negócio de canábis medicinal em Vila Verde, segundo apurou uma investigação criminal em Genebra, citada pelo jornal “Expresso“.
Os investidores tinham comprado 130 milhões de euros em obrigações verdes da empresa PrimeEnergy Cleantech SA, com sede em Basileia, convencidos de que o capital seria aplicado na compra e exploração de painéis solares. Contudo, a firma declarou falência no final de 2024, deixando os credores em risco de perder os seus investimentos.
A investigação revelou que uma parte significativa do montante — 8,1 milhões de euros — foi transferida para Portugal sem conhecimento dos investidores, sendo aplicada num empreendimento de cultivo de canábis medicinal, afastando-se do propósito original de investimento em energias renováveis.
A situação levantou alertas sobre a supervisão de obrigações verdes e a transparência de operações financeiras transnacionais, especialmente quando envolvem pequenos investidores. As autoridades suíças continuam a apurar responsabilidades e analisar possíveis ilícitos de fraude e gestão dolosa por parte da administração da PrimeEnergy Cleantech SA.
Os aforradores, que confiaram na promessa de rentabilidade sustentável e ecológica, enfrentam agora a possibilidade de perder grande parte das suas poupanças, enquanto os investigadores procuram rastrear os fundos desviados e determinar a extensão do esquema.
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