Quase 49 mil condutores foram apanhados a circular sem seguro de responsabilidade civil nas estradas portuguesas em 2025, segundo dados divulgados pelo Jornal de Notícias. No total, as autoridades registaram 48.688 infrações, representando um aumento de 23% em relação a 2024 e de 12% face a 2023.
Os números resultam de registos da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana, que apontam para um agravamento do fenómeno após o período da pandemia, quando as restrições à mobilidade reduziram significativamente a circulação automóvel.
A condução sem seguro obrigatório tem também reflexos diretos na sinistralidade rodoviária. A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões alertou para o aumento das participações ao Fundo de Garantia Automóvel, mecanismo responsável por indemnizar vítimas de acidentes provocados por veículos não segurados.
Em 2025 deram entrada 4.873 processos naquele fundo, mais 9% do que no ano anterior e mais 34% comparativamente a 2023. A maioria das participações está relacionada com colisões rodoviárias.
No último ano, o Fundo de Garantia Automóvel pagou cerca de 7,3 milhões de euros em indemnizações a vítimas ou familiares de pessoas que morreram em acidentes causados por veículos sem seguro.
De acordo com os dados disponíveis, nos últimos cinco anos o montante total das compensações pagas por este mecanismo atingiu cerca de 33,9 milhões de euros, refletindo o impacto financeiro e social deste tipo de infração nas estradas portuguesas.



