A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, admitiu, esta segunda-feira, que uma guerra arrastada para lá de “quatro semanas” pode ter consequências graves para a economia global.
A ministra alerta que uma disrupção prolongada nos mercados de petróleo e gás pode afetar cadeias industriais e “matérias-primas essenciais”, dando o exemplo dos “fertilizantes”, indispensáveis para o setor agrícola.
A governante afirmou que o Executivo está a acompanhar de perto a evolução dos mercados e reconheceu que uma escalada prolongada dos preços poderá gerar uma situação “muito complicada” em vários setores da economia mundial.
“Se isto continuar, pode ser uma crise muito complicada”, afirmou, referindo que a duração do atual choque energético será determinante para avaliar a gravidade das consequências.
De acordo com a governante, a economia global pode suportar perturbações durante um período limitado, mas a instabilidade energética poderá desencadear efeitos mais sérios. “A economia aguenta algo assim três [ou] quatro semanas, mais do que isto pode ser uma crise muito complicada”, alertou.
IMPACTO NA AGRICULTURA
A ministra destacou que existe “algo que é muito concentrado naquela região, que é a refinação do diesel”, sublinhando que este combustível continua a ser amplamente utilizado à escala global.
Além disso, explicou que vários produtos industriais dependem diretamente de “alguns derivados para a produção de fertilizantes e outras matérias que são importantíssimas, nomeadamente para a agricultura”.
Apesar das reservas estratégicas disponíveis, a governante reconheceu que estas soluções apenas permitem amortecer o impacto durante um período limitado, através de “reservas que existem destas matérias-primas (…) mas, se isto continuar, pode ser uma crise muito complicada”, admitiu.
A ministra garantiu, contudo, que o Governo está a acompanhar a situação e está preparado para agir de acordo com a evolução dos mercados. “Estamos muito atentos a estudar todas as possibilidades e a atuar se for necessário, estamos preparados para atuar”, afirmou.
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