O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou esta quinta-feira que o Irão deixou de ter capacidade para enriquecer urânio ou fabricar mísseis balísticos, na sequência de quase três semanas de conflito militar entre os dois países.
Em conferência de imprensa, Netanyahu considerou que as operações israelitas tiveram um impacto significativo nas infraestruturas estratégicas iranianas. Ainda assim, admitiu ser “demasiado cedo” para avaliar eventuais repercussões internas no Irão, nomeadamente a possibilidade de contestação popular nas ruas.
Entretanto, nos Estados Unidos, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, anunciou que o Pentágono irá solicitar ao Congresso um reforço orçamental de cerca de 200 mil milhões de dólares (aproximadamente 175 mil milhões de euros) para financiar o esforço militar.
“Voltaremos ao Congresso e aos nossos representantes para garantir que temos financiamento adequado”, afirmou Hegseth, sublinhando a necessidade de reforçar os recursos militares no contexto da guerra.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou o pedido e classificou o montante como “um pequeno preço a pagar” para assegurar a prontidão das Forças Armadas. “Queremos estar na melhor forma possível, a melhor forma em que já estivemos”, declarou, acrescentando que o objetivo passa por garantir disponibilidade de munições e equipamento de alta qualidade.
Apesar do reforço solicitado, Trump rejeitou a ideia de escassez de armamento, referindo que os Estados Unidos estão apenas a gerir os seus recursos de forma criteriosa.
O pedido terá ainda de ser aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos, onde já enfrenta resistência, inclusive dentro do Partido Republicano. A senadora Susan Collins considerou o valor “consideravelmente maior” do que o esperado, enquanto Lisa Murkowski defendeu maior diálogo entre a administração e os legisladores antes de qualquer aprovação.
O montante proposto representa um acréscimo significativo face ao orçamento anual do Departamento de Defesa, que ronda os 900 mil milhões de dólares. Segundo estimativas do Pentágono citadas pelo The New York Times, os Estados Unidos já terão gasto mais de 11,3 mil milhões de dólares nos primeiros seis dias do conflito.
A dimensão do pedido levanta dúvidas sobre a duração da guerra. Questionado sobre o tema, Pete Hegseth afirmou que não existe “um cronograma definido” para o fim das operações militares, embora tenha garantido que a intervenção está “dentro do calendário” previsto para atingir os objetivos delineados pela administração norte-americana.
O evoluir do conflito e o seu impacto geopolítico continuam, assim, a marcar a agenda internacional, com implicações tanto ao nível da segurança global como da estabilidade económica.



